Histórico

 

O Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência (PROVE) nasceu em 2004 ligado ao departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), na cidade de São Paulo, para atender pessoas que sofreram algum tipo de violência e que apresentavam alterações comportamentais e transtornos mentais.
A partir de então, a equipe do Programa se deparou com inúmeros casos nos quais não foi possível realizar o encaminhamento para avaliação e tratamento, muitas vezes pela inexistência de serviços com estes fins específicos, outras pela longa espera para atendimento no serviço público.
A necessidade de um acompanhamento e tratamento especializado fez com que, em setembro de 2008, fosse criado o PROVE, para viabilizar a expansão dos serviços prestados à comunidade. Nesse momento, a equipe passou a atender a demanda através do trabalho voluntário de seus profissionais, e o aprofundamento no campo dos problemas de saúde mental associada à violência os levou a um mapeamento e a uma atuação mais ampla em comunidades com alto risco de violência, agindo de modo preventivo.
Com o crescimento das atividades assistenciais e de pesquisa, muitas pessoas se incorporaram ao Programa. Atualmente, a equipe multidisciplinar conta com mais de 40 profissionais dentre eles psicólogos, neuropsicólogos, psiquiatras, assistente social, enfermeira e equipe de apoio.
Nos últimos anos, o grupo tem sido muito procurado por outras instituições, que têm interesse em realizar intercâmbios e atendimentos, e por profissionais que buscam aperfeiçoamento através de cursos de capacitação, supervisões e orientações em pós-graduação.
Por ter uma origem acadêmica em saúde, o Instituto mensura todas as intervenções através da aplicação de escalas que avaliam os sintomas, funcionamento, satisfação e qualidade de vida, além de apoiar os vários estudos que estão sendo realizados e concluídos na área pelo grupo do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência. Os resultados apontam que mais de 60% dos pacientes apresentam remissão dos sintomas, e os demais apresentam uma resposta parcial, retomando, porém, suas atividades rotineiras.