Sucesso no Simpósio Supervisão em Saúde Mental

Com sucesso foi realizado, sexta, 11, no auditório Marcos Lindenberg, na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o simpósio Supervisão em Saúde Mental promovido pelo PROVE. Duzentas pessoas circularam no decorrer do dia no evento. Pudemos receber profissionais e estudantes da área, que se deslocaram até a vila Clementino, para um dia inteiro de atividades. Além do conhecimento, pudemos também aproveitar o café, bolos e biscoitos preparados e servidos pelos participantes da oficina de gastronomia do CAPS UNIFESP.

A manhã começou com a ótima conferência de Elaine Lorenzato, responsável da Secretaria da Saúde da prefeitura de São Paulo, pelas populações em risco e minorias, que falou com carinho e paixão do trabalho que vem desenvolvendo com sua equipe, na efetivação de mais de 1.000 equipes de profissionais trabalhando com cultura de paz nas unidades da prefeitura em toda a cidade. Um trabalho árduo que, com certeza, já faz diferença na vida do paulistano.

Na sequência houve a mesa redonda coordenada por Carolina Avancine e composta pelos psiquiatras José Paulo Fiks e Euthymia Almeida Prado e as psicólogas Samara Hipólito e Rosaly Braga, que discutiram as relações, nem sempre fáceis, entre a psicoterapia e a ciência, abrindo caminhos e quebrando tabus, em busca das evidências científicas, que só abrirão portas para a psicoterapia.

À tarde, começamos com uma excelente conferência sobre a inovação do tratamento dos pacientes com Transtorno Borderline de Personalidade realizada pelo psiquiatria Álvaro Ancona de Faria. Álvaro trouxe resultados concretos da abordagem integradora da psicoterapia associada a psicofarmacoterapia para estes pacientes tão comuns na clínica. A palestra foi comentada pelo psiquiatra e psicanalista Andres dos Santos Jr.

O programa continuou com a mesa redonda final, capitaneada pela coordenadora do PROVE, Andrea Abreu Feijó de Mello. Houve a fala do psiquiatra Marcelo Ribeiro sobre na dependência ao crack, seguido das excelentes psicólogas Luciana Moraes, Carolina Avancine e Juliana Wierman, que trouxeram reflexões e propostas sobre as inovações para uma psicoterapia na saúde pública. Todos trabalhos de ponta, certificando a qualidade da saúde mental paulistana.

Num clima de paz e interesse, temos certeza que os objetivos foram atingidos: trazer uma proposta de inovação para o debate sobre um projeto de saúde mental na saúde pública brasileira. Levantar a necessidade do suporte no uso da ciência para fortalecer as requisições de um maior financiamento e investimento da saúde mental pública. A discussão propôs um pacto entre todas as profissões que trabalham na saúde mental para que a população, de fato, possa se beneficiar de uma atenção nesta área. Um não aos corporativismos, movidos por interesses que não sejam o atendimento com uma saúde mental de qualidade no sistema público de saúde.