Tom Hanks: um herói traumatizado

 

 

O filme Sully (que estreou em dezembro), a primeira parceria entre Clint Eastwood e Tom Hanks. A história real é a do voo da US Airways que decolou de Nova York para logo em seguida fazer um pouso forçado no gelado rio Hudson. Este evento de 2009 foi praticamente visto ao vivo pela tv, felizmente com nenhum dos 155 ocupantes feridos seriamente. Fisicamente, pelo menos. O piloto Sully, entretanto, teve de permanecer por seis meses afastado de suas ocupações, pois mesmo sem dano psíquico aparente estava em período em que o quadro do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) pode surgir. Até mesmo para indivíduos que no momento do evento traumático não se percebem perturbados. Decisão acertada!

Em outro filme de 2013, no eletrizante Capitão Phillips (disponível na Netflix), história também real, Tom Hanks faz um experiente comandante de um navio cargueiro que sofre um sequestro por piratas somalianos. No decorrer da narrativa Hanks faz sua especialidade: um ser humano íntegro e incapaz de se abalar em situações de estresse. Mas aqui o diretor Paul Greengrass (dos filmes Jason Bourne) caprichou na assessoria psiquiátrica e mostra, já quase no finalzinho do filme, como o Transtorno de Estresse Agudo (TEA) não poupa nem mentes estáveis como a dos heróis de Tom Hanks.